terça-feira, 15 de maio de 2012

O craque e a revelação


Sei que essas escolhas dos “melhores”, sempre, além de se originarem no campo subjetivo, da interpretação pessoal, são carregadas de estratégias e interesses. O filme do ano; a melhor música; o livro; o carro; a acompanhante; o bolinho de bacalhau de algum boteco, tudo é pura estratégia. Em algum momento, alguém irá capitalizar em torno de tal escolha.

Durante muito tempo acreditei que eleições de craques eram pleitos firmados na equidade e no sigilo. Hoje, sei que se um Cristiano Ronaldo é eleito o Bola de Ouro da FIFA, por trás já existe um complexo, porém organizado esquema que irá vender aparelhos de barba; cuecas; perfumes; ternos; carros e creme dental. Ah! Mas os escolhidos melhores do mundo, sempre estão em fase de indiscutível futebol. Concordo.

Com todo respeito à decisão dos colegas que elegeram Dátolo o craque do Gauchão, aqui na querência, onde ainda estamos um pouco longe das ações marqueteiras, essas escolhas de craques poderiam, ainda, respeitar o futebol. Que se desse o prêmio ao jogador que foi hábil, versátil e infernizou os adversários (medalhões inclusive). Tomou porrada (na final foram muitas) levantou e foi pra cima com a autoridade, que apenas os que realmente sabem jogar têm. Eu vi, será que só Eu?, um Wangler melhor. Alguém poderá objetar: mas Ele atuou menos que o colorado. Mais grave ainda! Entregar o troféu de craque à quem teve muito mais tempo para exibir um futebol médio, em menosprezo àquele que assombrou em poucas partidas, me faz sentir burro. Senhores, o Craque é Wangler e a Revelação é Dátolo.

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