quarta-feira, 11 de julho de 2012

Para saciar a fome foi ao cinema


Vou ao cinema sozinho e já surpreendi muita gente com esse desplante, não necessitar companhia para fazer um programa que virou instituição de pares ou de grupos. 

Aquele que ousar ir ao cinema sozinho será visto e perseguido como um alienígena na sala é descoberto mesmo no escurinho, até por retardatários que apesar de existirem poltronas disponíveis, insistem em se acomodar nas proximidades. Só para vigiar, com sentenças do tipo: Coitado! Não é daqui, deve ser de fora! 

Não bastasse isso, está cada vez mais chato ir ao cinema. Foi-se o tempo em que se fazia silêncio, o máximo era uma gargalhada geral provocada por uma boa comédia ou suspiros e sustos nos suspenses e cenas de horror. 

O filme, propósito da reunião no local fica em último plano, para a maioria. O interesse das Pessoas está nas guloseimas. Não conheço lugar onde se come tanto quanto em uma sala de cinema. 

Aí começa a minha rabugice, a comilança produz sons desagradáveis, se ouve até arrotos. Se Você não é um dos comensais, fica difícil aturar a mastigação de pipocas, salgadinhos e doces. Imagine, em média, umas cem Pessoas comendo ao mesmo tempo num local fechado, é impossível segurar a concentração.

Os cinemas Investem fortunas em sonorização, para nada. Os comilões aniquilam qualquer tecnologia. Se pudessem, mastigavam as fitas dos filmes, devoravam até as poltronas e não satisfeitos fariam arrastão na praça de alimentação ao final da sessão. Bom seria, se todos se alimentassem antes de ir ao cinema.