quarta-feira, 26 de junho de 2013

Lei Maria da Penha, inócua e deletéria

Ela espera com ansiedade a saída do companheiro da prisão. Mas não por saudade. É por medo, pavor! “Ele vai me matar.", diz a mulher que sofreu por anos nas mãos de um homem violento. Após tanto tempo de agressões diárias, ela resolveu dar um basta no sofrimento. Registrou queixa contra o marido. Ela é uma das milhares (talvez milhões) de mulheres que romperam o medo,  procuraram abrigo na justiça e acabaram mortas.

No dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher), fui convidado a participar do Programa Dito e Feito Debate, na Rádio São Francisco. Lá estávamos: Eu; Duda Costa; Leonir Taufe e José Ademir Theodoro, sedentos para mergulhar em nosso assunto favorito, a Mulher. Sim! Estamos, sempre no Programa Na Torcida com o tema futebol apenas como pretexto para incursionarmos nesse universo desconhecido, jamais decifrado e, atraente  que é a Mulher. Na oportunidade afirmei que a Lei Maria da Penha é inócua e deletéria.

O Zé e o Leonir me atacaram sem clemência. Falaram como verdugos de um ignorante em leis. O que poderia eu argumentar contra dois bacharéis? Quase fui convencido que essa tal lei é um “grande avanço”. Não me dei por satisfeito. Usei vários exemplos para provar que no Brasil, a Mulher continua à mercê de bandidos covardes. Medida Protetiva não protege, ao contrário, expõe. Os boçais, que tratam a Mulher como propriedade ficam irados quando denunciados. Não toleram o que consideram uma afronta a sua “macheza”.  Dão cabo ao assassinato em mais de 90% dos casos e coroam sua covardia sempre com um disparo mal dado contra a própria cabeça.

Números oficiais, após a Lei Maria da Penha comprovam que os assassinatos de mulheres que apanham de seus “companheiros” aumentaram 106% no período de um ano (2011-2012).

*Uma mulher foi morta pelo ex-companheiro na noite desta terça-feira (25/06/2013) em Caxias do Sul. A mulher de 34 anos, que contava com Medida Protetiva, ligou para a Brigada Militar quando o homem tentava arrombar a casa.