sábado, 23 de abril de 2016

Bela, recatada e do lar

Foto: José Cruz / Agência Brasil

O que me espanta nas reações, ditas feministas, à matéria da Revista Veja sobre a esposa de Michel Temer é o tom misógino de certas afirmações.

Contraditória, a tentativa de expor como preconceituoso quem simpatizou com a manchete: Bela, recatada e do lar; como se identificar-se com tal perfil de ser humano ou mesmo admirá-lo seja um ato que subjuga a mulher a uma condição secundária. Deixando-lhe à sombra do marido em questão.

É como se a mulher ser feminina, seja um insulto. Ser definida como bela, independente de convenções estéticas, um posicionamento politicamente incorreto. Recatada, uma afronta aos novos arranjos sociais familiares. E do lar então?! Essa parece ser a afirmação que mais causou contrariedades. Alguém lembrou de perguntar, às belas, recatadas e do lar se essas são condições que lhes foram impostas? Ou escolhas?